segunda-feira, 1 de novembro de 2010

“Primeiro as cores.

“Primeiro as cores, e depois as pessoas.

Geralmente é assim que vejo as coisas”

(A morte em: A Menina que Roubava Livros)

Este foi meu primeiro livro.

Não o primeiro que li, mas foi o primeiro que li por vontade própria.

Então foi o primeiro.

Ele é o livro de minha vida, foi com ele que vi que a morte é um resultado.

Resultado de tudo de bom ou ruim que fazemos em vida.

Este livro me fortificou, e em 2009, eu tive grandes problemas.

E fiz um amigo, que ajudou, e daí eu comecei a sentir o que realmente é ter um amigo.

E ai veio às férias, e antes da mesma eu resolvi meus problemas.

E depois das férias, veio o 2° ano.

E este meu amigo, foi bom para mim.

O único problema, é que as causadoras de meu problema caíram na minha sala, mas logo em seguida descobri que eu e elas fomos vitimas de fofocas.

Mas, contudo, ainda tinha este amigo do meu lado.

E mesmo não concordando com os poucos defeitos do mesmo, eu ainda o chamava de: “Pai”

Então, eu fiz uma musica que falava de mim.

“Pegue um pouco de fermento, misture com ressentimento, pequenos garotos devem se defender” e por ai vai.

E depois, quando eu estava com raiva deste mesmo amigo,eu fiz uma musica.

Que falava de promessas.

Mas ai eu vi que eu havia idealizado algo que não existia.

E modifiquei a musica:

“E se todos falassem mal, eu os destruiria, e que seu conceito é banal, eu o defenderia”

E dei o livro da minha vida, a este mesmo amigo.

E cantei a musica, a este mesmo amigo.

E este mesmo amigo chorou.

Não por estar emocionado pela homenagem.

E sim, pelo fato de não saber o que era ter uma amizade de verdade.

E por não saber ser um amigo.

E por na verdade apenas atuar.

Ele me contou tudo, desde suas vitórias, até as derrotas.

Ele mostrou aquilo que realmente era.

E eu fiquei abismado.

E as coisas nunca mais foram às mesmas.

Lembro que teve um dia em que eu o mandei queimar o livro.

Lembro que brigávamos muito.

Ele era egoísta.

E eu posso dizer que eu o afastei deste meio.

Pois o amor que ele nunca recebeu das pessoas,

Eu ofereci a ele, um amor de irmão.

E às vezes, eu ficava atormentado, com medo.

E eu era ateu. Talvez eu acreditasse em Deus, desacreditando.

E, meu medo, me aproximou de Deus.

Mas como sempre, do meu jeito.

E talvez, esta era a missão deste meu amigo.

E se quer saber, até eu entrar no Acas,eu não sabia qual era a minha.

Até que conheci um professor, que também extraiu meu medo.

E conheci você.

Você é meu caso divino.

Você foi o anjo, que Deus me enviou.

Não pra você me mandar fazer as coisas.

Mas, eu vi sua alma.

Sua gentileza, carinho e humildade.

E me serviu como exemplo.

E no dia que falaram mal de mim, e a Faby foi pra diretoria.

Eu olhei pro lado e vi uma luz, mas em forma de gente.

E eu olhava pra essa luz, perguntando mentalmente o que fazer.

E me veio à resposta: - Michelle!Vou pedir desculpas, mesmo que eu esteja certo.

E você consentiu.

E a partir da li, eu soube qual era minha missão: fazer a diferença na vida de alguém.

Assim como você fez, na minha vida e naquele momento.

E depois da tempestade, veio à bonança, o Musical, o esforço

E a Vitória.

E hoje estou aqui, podendo contar esta pequena história.

De como um livro, que fala de opostos.

De vida e morte, De amor e ódio, de injustiça e justiça.

Pode influenciar em nossas vidas.

“Eu dei um beijo em um demônio, eu fui até o inferno, eu senti medo.

Eu pedi ajuda, eu vi uma luz, e eu abracei um anjo.”

(Luiz)

Esta é a historia do Livro que dei a dois opostos, que fizeram a diferença em minha vida.

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